A Esquerda confunde o aborto com um contraceptivo

Caso ainda não seja efetivamente claro, o aborto não é um método contracetivo, não é um simples procedimento e não pode ser tratado como uma decisão sem consequências. Para todos os efeitos, estamos a falar do fim de uma vida que começou a ser gerada no ventre de uma mulher, mas cuja santidade ética e inviolabilidade moral está claramente estabelecida, não podendo, nunca, ser sujeita a modas, conveniências do momento ou sentimentos temporários.


Por conseguinte, quando testemunhamos um aumento preocupante no número de mulheres que escolhem assassinar uma vida indefesa, não podemos simplesmente fingir que nada se passa. Mas, em vez de promover a responsabilidade, a prevenção e o acesso à contraceção, a Esquerda – sempre reivindicativa e sempre no lado errado da História – apenas procura contribuir para normalizar o aborto como saída simples, rápida e paga pelo Estado.


A hipocrisia é evidente! O governo lamenta a baixa natalidade, mas mantém o aborto gratuito nos hospitais públicos. Ao mesmo tempo, quem deseja constituir família enfrenta salários baixos, habitação incomportável, falta de creches e impostos que pesam e asfixiam.


Portugal não pode desistir das famílias portuguesas e depois apresentar a imigração como solução para o problema demográfico. Na mesma linha, não pode insistir num modelo de governação que impede os portugueses de ter filhos porque os obriga a pagar impostos altíssimos que são, por sua vez, usados para sustentar as vidas e os filhos dos imigrantes.  


Com toda a certeza, existem situações excecionais, que exigem humanidade e acompanhamento médico, como os casos de violação, risco sério para a vida da mãe ou malformação fetal grave. Mas, essas exceções não justificam a banalização do aborto. De todo!


Defender a vida exige coragem, mas é o necessário e o certo. Por isso, é indispensável apoiar as grávidas, proteger as mães no trabalho, criar creches acessíveis, reduzir os impostos sobre as famílias e garantir alternativas reais. Que não haja dúvidas que uma criança não é um erro que se apaga. E um país que deixa de proteger os mais indefesos acaba por perder os seus valores e o seu futuro.