Uma cobra de três cabeças

A civilização ocidental atravessa um dos períodos mais exigentes e também mais perigosos da sua História recente, pois, pela primeira vez em muitas décadas, os princípios fundamentais e sagrados que lhe deram origem e que permitiram aos povos livres da Europa construir sociedades prósperas e estáveis estão a ser simultaneamente postos em causa por três ameaças que, embora distintas entre si, convergem na seu inegável ódio aos pilares ideológicos e morais que informam e enformam o Ocidente e no seu insaciável desejo de destrui-los . O debate político deixou, por isso, de ser apenas de âmbito social, económico, burocrático ou administrativo, passando a ser, acima de tudo, um debate civilizacional.


A primeira dessas correntes é o socialismo, que é erradamente retratado como uma suposta marcha colectiva em direcção à emancipação social, quando, na realidade, não passa de um modelo político burguês que tem dois objectivos principais, nomeadamente promover uma sociedade de duas castas, na qual uma esmagadora maioria de pobres suporta, com o seu suor e impostos, uma minoria privilegiada de políticos e empresários ricos, bem como se apoderar do Estado e das suas instituições de forma a criar uma longa, ampla e profunda rede de interesses, conveniências, influências, compadrios e amiguismos que alimentam e enriquecem uma classe governante, em prol do sofrimento da sociedade, como um todo.   


A segunda corrente é o islamismo, erroneamente projectada como uma religião de bem, quando, na realidade, é uma doutrina doentia, que é baseada em princípios que são totalmente incompatíveis e irreconciliáveis com a civilização ocidental, tais como a subjugação da mulher, a pedofilia, a degola de animais, a auto-cominseração, a guerra santa, o uso fanático do aparelho do Estado para a repressão religiosa e o parasitismo social. Tudo isto colide fatalmente com elementos centrais e fundadores da tradição ocidental, em especifico a Fé judaica a Jurisprudência romana e a Racionalidade grega.  


A terceira corrente é a agenda globalista, falsamente descrita como um movimento positivo, progressista e igualitário, quando, na realidade, é um esforço demoníaco para diluir as fronteiras nacionais, corroer a soberania dos estados, apagar as memórias históricas, colocar em causa padrões culturais milenares e reduzir os princípios, os valores, as tradições e as normas humanas a notas de rodapé, especialmente a família, que é a mais importante célula do desenvolvimento humano e dos povos.  


Como é óbvio, Portugal não está alheio a este debate, mas, pelo contrário, no centro dele, sendo cada vez mais claro que partidos como o PS, Livre, Bloco de Esquerda, PAN, JPP e certa facção do PSD formam, hoje, a vanguarda política que assume, com toda a determinação, a defesa, promoção e materialização das três ameaças referidas. Já os efeitos desses esforços são visíveis, incluindo, mas não só, a imigração descontrolada, a substituição populacional em curso, o enfraquecimento sistémico das Forças de Segurança e das figuras de autoridade, o enfraquecimento das fronteiras e do poder de decisão dos órgãos de soberana, a debilidade das Forças Armadas e dos recursos de auto-defesa, a destruição da capacidade produtiva nacional, a quebra acentuada da competitividade económica e a integração de estrangeiros nos quadros eleitorais de forma a garantir a eleição e perpetuação no poder de partidos associados à Esquerda radical. Nada disto são hipóteses, mas processos reais, amplamente verificáveis e já em curso, que a comunicação social vendida muito trabalha para negar e encobrir. 


Responder a essas questões exigirá que se abandone, de imediato e completamente, o neutralismo covarde do politicamente correcto e o reformismo frouxo e de retórica, que apenas serve para enganar a população, prometendo mudanças significativas, mas sem nunca verdadeiramente implementar qualquer alteração que seja. Exigirá, muito pelo contrário, acção determinada em três planos diferentes.


Primeiro, a defesa acérrima dos valores que nos definem, dos princípios que formam o nosso substrato civilizacional e do inegociável legado histórico que marca o nosso percurso colectivo. Segundo, o reforço da soberania nacional, incluindo do poder de decisão dos órgãos de governo próprio, especialmente em matérias de imigração, controlo de fronteiras, política económica e monetária, sector primário e defesa do mar, mesmo que isso nos coloque em confronto com a burocracia de Bruxelas, já totalmente capturada pelos inimigos da Liberdade e da Democracia. Terceiro, uma mudança política profunda no contexto parlamentar, a qual só irá acontecer pelas mãos do CHEGA, que é o único partido verdadeiramente comprometido com políticas patrióticas, nacionalistas, autonomistas e de defesa total e intransigente das pessoas, da Família, do trabalho, da Fé e da Vida Humana.    


Que não existam dúvidas de que enfrentamos o maior e mais determinante desafio das últimas décadas. O futuro da Nação e da nossa Civilização dependerão da capacidade de os portugueses reconhecerem a verdadeira natureza das ameaças que têm diante de si e de escolherem um caminho de firmeza, coragem e patriotismo, rejeitando todos aqueles que, por convicção ideológica ou por mero oportunismo político, há muito contribuem para enfraquecer o Estado, desfigurar a identidade nacional e colocar em causa os fundamentos da nossa Identidade. A História demonstra que nenhuma nação sobrevive quando abdica dos seus princípios, das suas fronteiras, da sua cultura e da sua soberania. Que estejamos certos que Portugal não será exceção.