Juventude CHEGA-Madeira acusa governo regional de abandonar os jovens na crise da habitação
A Juventude CHEGA-Madeira acusou o governo regional de não ter uma estratégia séria para enfrentar a crise da habitação, considerando que a falta de casas a preços compatíveis com os rendimentos está a atingir de forma particularmente grave os jovens e os jovens casais madeirenses.
Para a estrutura juvenil do CHEGA, o executivo de Miguel Albuquerque tem privilegiado um modelo económico e imobiliário orientado para o golfe, a especulação imobiliária e a construção de empreendimentos de luxo destinados sobretudo ao mercado externo, enquanto continua a faltar uma resposta eficaz de habitação acessível para quem nasceu, trabalha e pretende construir o seu futuro na Região.
«Há cada vez mais jovens madeirenses que trabalham, recebem um salário e, mesmo assim, não conseguem sair de casa dos pais porque comprar ou arrendar uma habitação tornou-se incomportável. Um governo que aceita esta realidade e continua a privilegiar o imobiliário de luxo está a dizer aos jovens que há espaço na Madeira para quem tem muito dinheiro, mas não necessariamente para eles.» (Renata Rocha, coordenadora da Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira alerta que o problema ultrapassa o acesso a uma casa, pois, na sua opinião, a dificuldade de emancipação obriga muitos jovens a adiar projetos de vida, dificulta a constituição de família e contribui para a saída da Região gerações que procuram no exterior as oportunidades que não encontra na Madeira.
«Não podemos falar seriamente de natalidade quando um jovem casal não consegue sequer pagar uma casa onde possa começar a sua vida. A habitação está diretamente ligada à possibilidade de casar, ter filhos e permanecer na Madeira. Se continuarmos a empurrar os jovens para fora da Região, estaremos a acelerar o envelhecimento e o declínio demográfico.» (Henrique Mota, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)
A estrutura considera, por isso, contraditório que o governo regional manifeste preocupação com a quebra da natalidade e o envelhecimento da população enquanto, na sua opinião, mantém políticas que não atacam uma das principais causas que impedem os jovens de constituir família e permanecer na Região.
Para a Juventude CHEGA-Madeira, a prioridade deve passar pela criação de mais habitação acessível, pela disponibilização de imóveis para jovens e jovens famílias e por políticas que favoreçam a emancipação, em vez de uma estratégia que considera excessivamente orientada para segmentos imobiliários inacessíveis à generalidade dos salários madeirenses.
«Queremos uma Madeira onde um jovem não tenha de escolher entre viver eternamente em casa dos pais ou fazer as malas e emigrar. O governo fala muito de futuro, mas não existe futuro sem jovens, sem famílias e sem crianças. Entre mais luxo para o mercado estrangeiro e mais oportunidades para os jovens madeirenses, nós sabemos claramente de que lado estamos.» (João Sousa, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira garante que continuará a reivindicar «mais e melhor» para os jovens madeirenses, colocando a habitação, os salários, a criação de oportunidades, a emancipação e o apoio à constituição de família entre as suas prioridades políticas.