CHEGA acusa Luís Neves de instrumentalizar PSP em “desespero político”

CHEGA acusa Luís Neves de instrumentalizar PSP em “desespero político”

O CHEGA-Madeira acusou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, de ter utilizado a cerimónia do 148.º aniversário do Comando Regional da PSP da Madeira para responder às polémicas políticas que o envolvem e atacar o partido e o seu líder, André Ventura.


Num comunicado, a estrutura regional considera “inadmissível” que uma sessão solene de homenagem aos elementos da PSP tenha sido aproveitada pelo governante para abordar questões partidárias, classificando a atuação de Luís Neves como uma quebra do “sentido de Estado”.


O líder do CHEGA-Madeira, Hugo Nunes, afirmou que a cerimónia, realizada no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos, “devia servir exclusivamente para condecorar e reconhecer o sacrifício dos homens e mulheres que garantem a segurança dos madeirenses”.


“Foi cobardemente aproveitada pelo ministro Luís Neves para lavar contas políticas e atacar o CHEGA”, acusa Hugo Nunes, considerando que o governante deveria ter apresentado medidas para responder aos problemas que afetam a PSP.


O dirigente aponta, concretamente, a “grave carência de efetivos”, as “instalações degradadas”, os salários e a falta de meios materiais como questões que, defende, continuam por resolver.


Para o CHEGA-Madeira, Luís Neves terá usado os elementos da PSP presentes na cerimónia como “plateia forçada de defesa pessoal”, acusando o ministro de preferir “o confronto verbal” à apresentação de soluções para o setor.


A estrutura regional do partido reafirma, contudo, a sua solidariedade para com o efetivo do Comando Regional da PSP e lamenta que, na sua perspetiva, o prestígio da instituição tenha sido “rebaixado” pela utilização política da cerimónia.