CHEGA diz que a Autonomia "não é propriedade privada de nenhum partido"

CHEGA diz que a Autonomia "não é propriedade privada de nenhum partido"

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, defendeu que a autonomia da Madeira não pertence, nem pode ser apropriada, por qualquer força partidária, constituindo um património político, histórico e institucional de todos os madeirenses, independentemente das suas opções políticas.


Para o parlamentar, a autonomia deve ser utilizada para melhorar efetivamente a vida da população, promover o desenvolvimento económico e social da Região e garantir respostas aos problemas dos cidadãos, nunca podendo servir como instrumento de proteção de quem governa.


«A autonomia não é propriedade privada do PSD, nem de qualquer outro partido. Pertence ao povo madeirense. Foi conquistada para dar à Madeira instrumentos que permitam decidir melhor o seu futuro e melhorar a vida das pessoas, e não para criar uma muralha à volta do governo regional que o proteja do escrutínio, da análise e da crítica.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar considera lamentável que, sobretudo durante a última década, o governo regional de Miguel Albuquerque tenha, na sua opinião, reduzido a defesa da autonomia a um argumento utilizado em momentos de campanha e de conveniência política, sem aproveitar plenamente os instrumentos autonómicos para responder aos problemas dos cidadãos.


«Miguel Albuquerque fala de autonomia quando precisa de mobilizar o eleitorado do antigo PPD, que, na minha opinião, já nem existe. Aliás, o atual PSD transformou-se numa segunda versão do PS, pois é um partido muito mais preocupado em conservar o poder do que em utilizar a autonomia para resolver os problemas dos madeirenses.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes foi ainda crítico em relação ao funcionamento do poder regional, afirmando que, na sua opinião, os instrumentos governativos têm sido utilizados para condicionar adversários e beneficiar uma estrutura de interesses instalada em torno do executivo.


«Temos um governo e um presidente que usam demasiado o poder para pressionar quem discorda, perseguir politicamente quem questiona e distribuir dinheiro público por uma vasta rede de interesses e compadrios que se cristalizou em torno da Quinta Vigia. Isso não é autonomia, mas sim a apropriação do poder. O CHEGA recusa-se a pactuar com isto!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado sustenta que a verdadeira defesa da autonomia passa pelo reforço da capacidade de decisão da Região e, sobretudo, pela utilização desses poderes para concretizar os legítimos interesses dos madeirenses nas diferentes áreas da governação.


«Hoje, o CHEGA é o verdadeiro defensor da autonomia porque não queremos uma autonomia ao serviço de governos ou interesses privados. Queremos uma autonomia ao serviço dos madeirenses, que lhes dê melhores cuidados de saúde, habitação, segurança, oportunidades e qualidade de vida. É por essa autonomia que lutamos e vamos continuar a lutar.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)