CHEGA chama Ministro das Infraestruturas ao parlamento para exigir garantias sobre privatização da TAP
O CHEGA deu entrada de um requerimento na Assembleia da República a convocar o Ministro das Infraestruturas e Habitação para uma audição na Assembleia da República, exigindo esclarecimentos sobre a privatização parcial da TAP e as garantias de salvaguarda dos interesses estratégicos nacionais no âmbito da entrada da Lufthansa no capital da companhia.
A iniciativa pretende escrutinar os termos da operação e os compromissos assumidos perante o investidor, considerando o CHEGA que a participação de um grupo estrangeiro não pode comprometer os interesses de Portugal.
«A TAP não é uma empresa qualquer! É uma companhia estratégica para Portugal, para as regiões autónomas e para milhões de portugueses espalhados pelo mundo, pelo que o governo tem de explicar o que negociou com a Lufthansa e que garantias existem para garantir que os interesses nacionais estão protegidos.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes, coordenador do CHEGA na Comissão das Infraestruturas, Habitação e Mobilidade, onde irá decorrer a audição ao ministro, sublinha que o partido exige cinco garantias fundamentais, nomeadamente a manutenção das ligações às comunidades da diáspora, a salvaguarda das ligações à Madeira e aos Açores, a preservação dos postos de trabalho, a manutenção do ‘hub’ operacional em Lisboa e a continuidade do português como língua oficial da TAP.
«Estas são cinco linhas vermelhas para o CHEGA. Não aceitaremos que a TAP abandone a diáspora, prejudique as regiões autónomas, sacrifique trabalhadores, desmantele o centro operacional de Lisboa ou deixe de ter o português como língua oficial. A companhia tem de continuar a servir Portugal!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Já Ana Martins, deputada do CHEGA eleita pelos Açores, reforça a relevância das ligações à Madeira e aos Açores, considerando inaceitável que decisões comerciais possam comprometer a mobilidade dos portugueses residentes nas regiões autónomas.
«A Madeira e os Açores não podem ficar à mercê dos interesses dos novos acionistas. A continuidade territorial é uma obrigação nacional e nunca aceitaremos que os portugueses das autonomias sejam transformados em passageiros de segunda!» (Ana Marins, deputada na Assembleia da República)
A parlamentar critica igualmente a gestão política da companhia pelos sucessivos governos do PS e do PSD, considerando que a TAP foi utilizada para alimentar interesses partidários e justificar encargos incomportáveis para os contribuintes.
«Não queremos uma TAP ao estilo do PS e do PSD, gerida aos pontapés, utilizada para enterrar o dinheiro dos portugueses e distribuir empregos milionários aos ‘boys’ e às ‘girls’ do sistema. Queremos uma TAP digna, competitiva e que seja sempre um orgulho de Portugal!» (Ana Martins, deputada na Assembleia da República)