Juventude do CHEGA-Madeira acusa governo regional de governar para os ricos e roubar o futuro aos jovens
A Juventude CHEGA-Madeira acusa o governo regional de Miguel Albuquerque de «não ter respostas para o povo nem para os jovens madeirenses» e considera que o executivo se transformou num governo «das elites, dos ricos e dos interesses instalados», esquecendo a classe média, os trabalhadores e uma geração de jovens que enfrenta dificuldades para conseguir emprego, habitação e condições para construir a sua vida na Região.
Para a estrutura juvenil do CHEGA, os problemas que atingem a juventude não podem ser desligados de um modelo de governação que considera «profundamente viciado». A Juventude CHEGA-Madeira acusa politicamente o executivo de estar «corroído por vícios» e de viver, na sua opinião, mergulhado numa cultura de «corrupção, amiguismo, compadrio, cunhas e favores».
«Temos um governo corroído por vícios, que nada num ambiente de corrupção, amiguismo, compadrio, cunhas e favores. Enquanto uns parecem ter sempre uma porta aberta, um contacto certo ou alguém que resolve, milhares de jovens madeirenses fazem tudo como deve ser, trabalham, estudam e esforçam-se e, mesmo assim, continuam sem conseguir construir uma vida digna na sua própria terra.» (Renata Rocha, Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira considera que este modelo prejudica particularmente quem procura entrar no mercado de trabalho sem depender de relações políticas ou pessoais, ao mesmo tempo que a dificuldade de acesso à habitação condiciona a emancipação dos jovens, a constituição de família e a sua permanência na Região.
«Queremos uma Madeira onde um jovem consiga avançar pelo seu mérito e pelo seu trabalho, e não porque conhece a pessoa certa, pertence ao círculo certo ou tem alguém que lhe faça uma cunha. Este Governo construiu um sistema que protege quem está próximo do poder e deixa para trás quem quer trabalhar e vencer honestamente na vida.» (Henrique Mota, Juventude CHEGA-Madeira)
A estrutura juvenil acusa ainda o executivo de concentrar demasiada atenção nos grandes interesses económicos e nas elites, enquanto, segundo a sua leitura política, a classe média e aqueles que vivem do seu trabalho enfrentam salários insuficientes, habitação incomportável e uma progressiva deterioração da qualidade de vida.
«Quem trabalha, paga impostos e não vive de favores nem de subsídios parece ser sempre o último da fila. O governo tem atenção para os ricos, para as elites e para os interesses instalados, mas depois diz aos jovens que tenham paciência. Nós estamos fartos desta Madeira a duas velocidades!» (João Sousa, Juventude CHEGA-Madeira)
Para a Juventude CHEGA-Madeira, a mudança desta realidade exige uma alteração profunda na governação regional e uma rutura com aquilo que considera ser uma cultura política consolidada ao longo de décadas.
«A Madeira só vai verdadeiramente andar para a frente quando este governo for substituído e tivermos um governo que coloque o poder ao serviço dos madeirenses, em vez de colocar os madeirenses ao serviço do poder. Os jovens não querem cunhas, favores ou privilégios. Querem oportunidades, uma casa que consigam pagar e uma terra onde possam construir o seu futuro pelo próprio mérito.» (Juventude CHEGA-Madeira)