CHEGA chama AMT ao Parlamento para exigir esclarecimentos sobre novo tarifário dos táxis

CHEGA chama AMT ao Parlamento para exigir esclarecimentos sobre novo tarifário dos táxis

Os deputados do CHEGA na Comissão da Mobilidade requereram a audição da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), com o objetivo de obter esclarecimentos sobre o novo tarifário dos táxis e as consequências da aplicação das novas regras para os profissionais e operadores do sector.


A audição terá lugar na próxima terça-feira, dia 13 de outubro, pelas 15h00, na respetiva comissão parlamentar.


Em causa estão as novas regras de formação dos preços no transporte público de passageiros em táxi, que levantam dúvidas quanto ao seu impacto na atividade diária dos profissionais, na sustentabilidade económica das empresas e nos custos associados à prestação deste serviço. O CHEGA considera fundamental perceber os critérios que estiveram na base das alterações e de que forma serão salvaguardadas as especificidades do sector, nomeadamente na Região Autónoma da Madeira.


Para o deputado Francisco Gomes, que é coordenador do CHEGA na comissão onde terá lugar a audição, não é aceitável que os profissionais do táxi continuem a enfrentar decisões e alterações regulamentares sem que as suas consequências sejam devidamente avaliadas.


«O sector dos táxis não pode continuar a ser permanentemente perseguido, massacrado e tratado como se fosse um problema. Estes profissionais trabalham diariamente, suportam custos, enfrentam dificuldades e garantem um serviço indispensável à população. Merecem respeito, não mais obstáculos colocados por quem decide sem conhecer a realidade do terreno», afirma.


Francisco Gomes considera que qualquer alteração ao tarifário deve assentar em critérios claros, transparência e equilíbrio, garantindo que os preços são justos para os passageiros, mas também economicamente sustentáveis para quem presta o serviço.


«Não se pode exigir aos taxistas que continuem a trabalhar, investir e cumprir todas as regras enquanto se multiplicam as incertezas sobre a viabilidade da sua atividade. Não há serviço público de qualidade se quem o assegura for empurrado para dificuldades cada vez maiores. O CHEGA não aceitará que se sacrifique um sector inteiro em nome de decisões burocráticas desligadas da realidade», sublinha o deputado.


O parlamentar defende que a audição à AMT deverá esclarecer os fundamentos técnicos e económicos do novo tarifário, os efeitos esperados sobre os rendimentos dos operadores e as condições necessárias para proteger a continuidade da atividade.


«O sector dos táxis tem de ser protegido, valorizado e ouvido. Não pode ser sempre o elo mais fraco, aquele a quem se exigem sacrifícios sem que exista uma preocupação real com a sua sobrevivência. Queremos respostas concretas e garantias de que estas regras não vão penalizar ainda mais quem trabalha honestamente», conclui Francisco Gomes.


Com esta iniciativa, o CHEGA pretende garantir que os profissionais do táxi são ouvidos e que as decisões com impacto na sua atividade são tomadas com responsabilidade, transparência e respeito pela realidade económica do sector.