CHEGA acusa Direcção Regional das Comunidades de andar a brincar com o dinheiro dos Madeirenses
O deputado Francisco Gomes acusa a Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE) e o seu diretor, Sancho Gomes, de «andarem a brincar com o dinheiro dos madeirenses» ao promover, em conjunto com o Instituto para a Qualificação, IP-RAM, um curso de língua portuguesa destinado especificamente a cidadãos oriundos do Indostão residentes na Madeira.
De acordo com a informação divulgada, a formação decorrerá na Escola Profissional Dr. Francisco Fernandes, em horário noturno, entre 19 de outubro e julho de 2027, destinando-se a residentes provenientes da Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal, Butão, Sri Lanka e Maldivas.
Francisco Gomes considera «inaceitável» que recursos públicos sejam canalizados para este tipo de iniciativas quando existem famílias madeirenses com graves dificuldades económicas e problemas de acesso à habitação e à saúde.
«Sancho Gomes devia ter vergonha de apresentar este curso! O dinheiro dos madeirenses deve ser usado para ajudar famílias carenciadas, jovens que não conseguem ter uma casa e pessoas que trabalham e continuam com dificuldades. Não é para andar a pagar cursos de português a gente que veio para a Madeira sem ser convidada!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O parlamentar acusa ainda Sancho Gomes de representar aquilo que considera ser a política de «imigração descontrolada» seguida pelo governo regional, argumentando que iniciativas desta natureza funcionam como um incentivo adicional à fixação de mais imigração na Madeira.
«Sancho Gomes é a cara da política de imigração descontrolada do governo regional. Em vez de andarem a chamar imigrantes do terceiro mundo, abram os olhos, paguem salários dignos aos nossos e percebam que essa gente só traz insegurança, precaridade e salários de escravatura. Vivem aos dez e aos doze num T1 – e vão contribuir para o progresso da Madeira? Deixem-se de tretas, mas é!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes sustenta ainda que a política migratória seguida na Região contribui, na sua opinião, para aumentar a disponibilidade de mão de obra barata, pressionar os salários e agravar a procura de habitação. Também associa essa política à saída de jovens madeirenses e afirma considerar que o crescimento da imigração tem consequências negativas para a segurança.
«O CHEGA não aceita esta inversão de prioridades. Não faz sentido retirar recursos ao erário público para financiar uma política migratória que traz miséria, precaridade e insegurança. O dinheiro dos madeirenses tem de servir os problemas dos madeirenses! Não é para os senhores do governo andarem a brincar às casinhas e ao humanismo!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)