CHEGA exige controlo forte da imigração na Madeira

CHEGA exige controlo forte da imigração na Madeira

O deputado do CHEGA Francisco Gomes manifesta «enorme preocupação» com o crescimento da população estrangeira residente na Madeira, que atingiu, em 2025, o máximo de 19.371 pessoas, correspondendo já a 7,3% da população regional. Segundo os dados da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), o número aumentou 161% desde 2021, quando existiam 7.423 residentes estrangeiros.


Para Francisco Gomes, esta evolução é consequência de uma política migratória que classifica como «portas abertas» e que acusa o governo regional de Miguel Albuquerque de promover sem avaliar as consequências económicas e sociais para os madeirenses.


«Em quatro anos passámos de pouco mais de sete mil para quase vinte mil estrangeiros residentes. Isto é o resultado de uma política deliberada para garantir mão de obra barata às construtoras do regime e aos grupos hoteleiros que são amigos do presidente. Na verdade, o governo regional está a se marimbar para os madeirenses!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar considera que o aumento acelerado da imigração está a exercer pressão adicional sobre uma Região que já enfrenta dificuldades profundas no acesso à habitação, nos salários e nos serviços públicos. Francisco Gomes sustenta ainda que, na sua avaliação, uma política assente na disponibilidade permanente de mão de obra estrangeira barata reduz a pressão sobre as empresas para aumentarem salários e melhorarem condições de trabalho.


«Não podemos continuar a importar mão de obra escrava e gente que vive aos 10 e aos 12 num T1 e depois perguntar por que razão os salários não sobem e os nossos jovens fazem as malas. Estamos a criar uma Madeira onde quem nasceu cá não consegue pagar uma casa e construir uma vida por culpa da imigração que Miguel Albuquerque alimenta!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes associa também o aumento da imigração a problemas na segurança e defende que a entrada de cidadãos estrangeiros está a levar a um aumento da insegurança, em especial no Funchal. Por isso, defende que a imigração deve obedecer às necessidades económicas da Madeira e ao respeito total pela lei, pela identidade e pela cultura da Madeira.


«À custa da imigração, não há habitação, não há qualidade de vida e não há segurança. A nossa posição é clara! A Madeira não se pode tornar num lago de imigração descontrolada, em especial imigração islâmica, que não vem para se integrar, mas para dominar e abusar!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Para o parlamentar, a Região necessita agora de uma mudança profunda de orientação, defendendo uma política migratória assente num controlo muito mais rigoroso das entradas e na prioridade aos interesses económicos e sociais da população residente.


«A Madeira não vai sair do fosso enquanto não controlar fortemente a imigração. Primeiro vêm os salários dos madeirenses, a habitação para os madeirenses, a segurança dos madeirenses e o futuro dos madeirenses. Tudo o resto, é mesmo o resto!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)