CHEGA acusa governo de falhar redondamente na resposta à crise na habitação

CHEGA acusa governo de falhar redondamente na resposta à crise na habitação

O deputado do CHEGA Francisco Gomes, eleito pelo CHEGA para a Assembleia da República, acusou o governo de Luís Montenegro de estar a «falhar redondamente» na resposta à crise da habitação, considerando que o executivo tem sido incapaz de transformar medidas e anúncios políticos em resultados suficientemente rápidos e concretos para as famílias portuguesas.


A acusação foi feita durante uma audição ao Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP). Francisco Gomes, que é membro da COFAP, realizou a inquirição ao governante em representação do grupo parlamentar do CHEGA.


Na sua intervenção, o parlamentar recordou que o CHEGA tem viabilizado medidas apresentadas pelo Governo em matéria de habitação, não por concordar com toda a orientação do executivo, mas por considerar que a dimensão da crise exige estabilidade para que sejam encontradas respostas eficazes e céleres.


«O CHEGA tem dado ao governo condições para agir porque sabemos que a habitação é um dos maiores dramas que Portugal enfrenta. Quem tem faltado aos portugueses é o governo, que continua sem responder com a eficácia e a urgência que esta crise exige.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado considera que o problema deixou há muito de afetar apenas os portugueses economicamente mais vulneráveis, atingindo jovens, trabalhadores e famílias que, apesar de terem rendimentos, encontram dificuldades crescentes para comprar ou arrendar uma habitação compatível com as suas possibilidades.


«Quando trabalhar já não chega para conseguir pagar uma casa, temos um problema estrutural. Quando uma geração inteira adia a saída de casa dos pais, a constituição de família e os seus projetos de vida porque não consegue suportar o custo da habitação, o governo não pode continuar a responder com anúncios e promessas.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes criticou ainda a gestão do património imobiliário público, questionando a coerência entre a urgência habitacional proclamada pelo executivo e a forma como o Estado conhece, gere e decide o destino dos imóveis que possui.


«O governo fala constantemente em soluções para a habitação, mas o próprio Estado nem sequer demonstra conhecer integralmente aquilo que tem nas mãos. Antes de pedir mais paciência aos portugueses, devia explicar como gere o património que já pertence a todos nós e que resposta concreta consegue retirar dele.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Para o parlamentar, o Governo de Luís Montenegro será avaliado pela sua capacidade de aumentar efetivamente a oferta e permitir que os portugueses voltem a encontrar habitação compatível com os seus rendimentos.


«A crise da habitação não se resolve com apresentações bonitas, nem com conferências de imprensa. Resolve-se quando um jovem consegue sair de casa dos pais e quando uma família consegue pagar uma casa sem viver sufocada. Enquanto isso não acontecer, o governo pode anunciar aquilo que quiser, mas continuará a falhar redondamente aos portugueses.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)