CHEGA denuncia supressão de folgas na PSP-Madeira

CHEGA denuncia supressão de folgas na PSP-Madeira

O CHEGA-Madeira acusa o Comando Regional da Polícia de Segurança Pública de continuar a impor uma gestão abusiva aos agentes, desta vez através da supressão de folgas para garantir o policiamento do Rali do Nacional, evento que, segundo as informações recebidas pelo partido, terá sido inicialmente objeto de parecer negativo pela própria PSP.


O presidente do CHEGA-Madeira, Hugo Nunes, considera que esta decisão constitui mais um exemplo da falta de planeamento e da incompetência que têm caracterizado a liderança do comandante regional, fazendo recair sobre os agentes as consequências de decisões tomadas sem a necessária ponderação.


«Quando uma chefia falha no planeamento, não podem ser sempre os agentes a pagar a fatura. Suprimir folgas para assegurar um evento que inicialmente terá merecido parecer negativo demonstra desorganização, incoerência e um absoluto desprezo por quem veste a farda. Os agentes não são máquinas que podem ser convocadas e dispensadas conforme a conveniência do comando.» (Hugo Nunes, presidente do CHEGA-Madeira)


Hugo Nunes afirma que a supressão dos períodos de descanso não pode ser encarada como uma prática normal, sobretudo quando os profissionais da PSP já enfrentam falta de efetivos, sobrecarga de trabalho e níveis crescentes de desgaste físico e psicológico.


«Não há respeito pela integridade física e psicológica dos agentes, não há respeito pelas suas famílias e não existe preocupação com o seu bem-estar. Existe apenas uma liderança que ordena, impõe e sacrifica sempre os mesmos para esconder as suas próprias falhas. Esta forma de comandar é abusiva, incompetente e indigna!» (Hugo Nunes, presidente do CHEGA-Madeira)


Também o deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes, considera que a situação agora denunciada confirma um padrão de atuação que está a gerar descontentamento e desmotivação entre os profissionais da PSP na Região Autónoma da Madeira.


«As folgas existem porque os agentes precisam de descansar, de recuperar física e psicologicamente e de acompanhar as suas famílias. Não podem ser eliminadas sempre que o comando decide dar prioridade a uma festa, a uma prova ou a um evento. A disponibilidade permanente não pode servir de desculpa para uma gestão sem planeamento e sem qualquer sensibilidade humana!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar alerta que esta política de sucessiva compressão dos direitos dos agentes prejudica igualmente a capacidade operacional da PSP e contribui para afastar a instituição da sua missão fundamental de prevenir a criminalidade e proteger a população.


«Enquanto os agentes são mobilizados para festas e eventos, faltam efetivos nas ruas, nas esquadras e nos locais onde a população verdadeiramente precisa da polícia. A PSP-Madeira está cada vez mais afastada da sua missão essencial porque as prioridades do comando estão profundamente erradas. Uma polícia exausta, desmotivada e privada do necessário descanso fica inevitavelmente mais fragilizada.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)