CHEGA reúne com lesados do BES e exige solução definitiva para "injustiça que dura há anos"

CHEGA reúne com lesados do BES e exige solução definitiva para "injustiça que dura há anos"

O deputado do CHEGA Francisco Gomes reuniu com representantes dos lesados do papel comercial do Banco Espírito Santo (BES), num encontro destinado a acompanhar a situação dos cidadãos que continuam sem uma solução para a recuperação das poupanças perdidas.


Francisco Gomes, que integra a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), onde matérias relacionadas com o sistema financeiro, o Fundo de Resolução e as responsabilidades do Estado têm vindo a ser escrutinadas, considera que o processo dos lesados do BES permanece como uma «ferida aberta» na relação entre o Estado e cidadãos que confiaram no sistema financeiro.


Durante a reunião foram analisados os desenvolvimentos ocorridos desde os contactos anteriores com os lesados, bem como a situação daqueles que continuam à espera de uma resposta. Francisco Gomes recorda que o CHEGA tem levado o assunto ao parlamento e já confrontou diretamente o governo sobre a necessidade de encontrar uma solução. Em julho, o deputado apontava para cerca de 46 milhões de euros como montante necessário para resolver a situação então em discussão e recordava que cerca de 150 lesados tinham já falecido sem ver o problema resolvido.


«Isto já dura há tempo demais. Estamos a falar de pessoas que confiaram nas instituições, perderam as poupanças de uma vida e passaram anos a assistir a governos, bancos e responsáveis políticos a empurrarem responsabilidades uns para os outros. Não são números numa folha de Excel. São portugueses com nome, família e uma vida que foi profundamente afetada por esta vergonha.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar considera particularmente difícil justificar a ausência de uma solução perante os milhares de milhões de euros mobilizados ao longo dos anos em torno da resolução do BES, do Novo Banco e do sistema financeiro. Para Francisco Gomes, quando estão em causa cidadãos que perderam as suas poupanças, o Estado não pode esconder-se indefinidamente atrás de argumentos técnicos e jurídicos.


«Quando foi necessário encontrar milhares de milhões para salvar o sistema bancário, o dinheiro apareceu. Quando chega a vez de fazer justiça aos portugueses que foram lesados, aparecem obstáculos, pareceres, desculpas e adiamentos. Isto não é apenas um problema financeiro. É um problema de justiça, de palavra e de decência do Estado.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes garante que o CHEGA continuará a utilizar a sua intervenção na COFAP e na Assembleia da República para manter o processo sob escrutínio e exigir respostas ao governo, defendendo que o passar dos anos não pode servir para desgastar os lesados até que desistam das suas reivindicações.


«Se alguém pensa que basta deixar o tempo passar até que estas pessoas se cansem, desistam ou desapareçam, está enganado. Enquanto houver portugueses à espera de justiça neste processo, haverá perguntas para fazer e responsabilidades para apurar. O CHEGA não vai ajudar o Estado a varrer os lesados do BES para debaixo do tapete.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)