CHEGA-Machico exige devolução do peixe apreendido no Caniçal

CHEGA-Machico exige devolução do peixe apreendido no Caniçal

A concelhia do CHEGA de Machico manifesta o seu apoio inequívoco aos pescadores na sequência da apreensão de pescado ocorrida no Caniçal e exige a devolução ao armador do peixe que considera ter sido erradamente apreendido.


Para o CHEGA, não pode haver ambiguidades quando estão em causa os homens e mulheres que vivem do mar, enfrentam diariamente uma das profissões mais duras e exigentes e sustentam as suas famílias através de uma atividade profundamente ligada à história, à identidade e à economia do Caniçal.


A concelhia considera ainda de péssimo gosto que uma operação desta natureza tenha sido levada a cabo precisamente na semana da Festa de Nossa Senhora da Piedade, o ponto mais alto da vida cultural, religiosa e social do Caniçal e uma celebração profundamente ligada ao mar, aos pescadores e à própria identidade da freguesia. 


Para o CHEGA-Machico, independentemente das responsabilidades das entidades envolvidas, deveria ter existido sensibilidade para compreender o significado especial destes dias para toda a comunidade.


A líder da Concelhia do CHEGA de Machico, Liliana Teixeira, afirma que o partido não fará qualquer exercício de equilibrismo político perante esta situação.


“O CHEGA não anda na corda bamba, nem joga a dar uma no cravo e outra na ferradura. A nossa posição é absolutamente clara! Estamos com os pescadores. Estamos com aqueles que trabalham, que enfrentam o mar e que sustentam as suas famílias através da pesca. Quando entendemos que uma apreensão é errada, não procuramos desculpas nem temos medo de o dizer.”


Para Liliana Teixeira, os pescadores não podem continuar a ser encarados como um problema por quem deveria compreender a importância económica e social da atividade piscatória, sobretudo numa freguesia como o Caniçal, cuja história e identidade estão profundamente ligadas ao mar.


“Estamos aqui para defender aquilo em que acreditamos, que é que o pescado seja devolvido ao armador. É tão simples quanto isso. Não podemos aceitar que quem trabalha seja prejudicado por uma decisão que consideramos errada e que depois todos assobiem para o lado à espera que o problema desapareça.”


A responsável considera ainda que é necessária uma mudança na forma como as entidades públicas se relacionam com o setor, privilegiando o respeito por quem trabalha e evitando atuações que possam provocar prejuízos injustificados a profissionais que já enfrentam enormes dificuldades no exercício da sua atividade.


“No Caniçal sabemos muito bem aquilo que o mar representa. Há gerações de famílias que fizeram e continuam a fazer a sua vida na pesca. São pessoas trabalhadoras, conhecedoras do mar e que não pedem privilégios. Pedem respeito, justiça e condições para trabalhar. É ao lado dessas pessoas que o CHEGA está e continuará a estar.”