Francisco Gomes avisa Luís Neves que o CHEGA não se cala nem recua

Francisco Gomes avisa Luís Neves que o CHEGA não se cala nem recua

O deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes, afirmou ao primeiro-ministro que o CHEGA «não tem medo nenhum de Luís Neves» e que continuará a confrontá-lo e a exigir esclarecimentos sobre todas as matérias que considera permanecerem por explicar em torno do Ministro da Administração Interna.


A afirmação foi feita durante o debate da moção de censura no parlamento nacional, no qual Francisco Gomes interveio em nome do CHEGA. Dirigindo-se a Luís Montenegro, o parlamentar sustentou que não cabe a Luís Neves decidir quando presta esclarecimentos, lembrando que é o parlamento que fiscaliza e exige responsabilidades aos membros do Governo.


«Luís Neves pode fugir, pode invocar a sua honra, pode fazer-se de vítima e pode anunciar que vai combater o CHEGA. A nossa resposta é muito simples. Aqui estamos nós. Somos sessenta deputados e ninguém tem medo dele. Ninguém!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes enumerou depois vários casos e controvérsias que entende continuarem a exigir esclarecimentos, fazendo referências à declaração de rendimentos, bitcoins, armas desaparecidas, obras particulares, utilização de uma viatura apreendida e outras matérias que têm suscitado discussão pública. Na intervenção, acusou Luís Neves de deixar demasiadas perguntas sem resposta.


«Os portugueses não são burros. Não aceitam que trinta anos de serviço sejam apresentados como uma espécie de certificado automático de imunidade perante qualquer suspeita ou escrutínio. Quanto mais perguntas ficam por responder, maior é a obrigação de esclarecer tudo, sem arrogância, sem fugas e sem jogos de vitimização.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado confrontou ainda Luís Montenegro sobre o exemplo dado pelo seu executivo, referindo as questões levantadas em torno de obras realizadas na residência de Luís Neves por uma empresa que, segundo a intervenção, recebeu contratos da Polícia Judiciária, e a utilização de uma viatura de gama alta apreendida a um traficante.


Para Francisco Gomes, a moção de censura representa, por isso, muito mais do que uma votação parlamentar, constituindo uma oportunidade para exigir respostas e deixar claro que o CHEGA não será condicionado ou intimidado.


«Luís Neves pode ter quem o proteja e quem tenha medo de o enfrentar. O CHEGA não tem. Não nos calamos, não recuamos e não temos medo. Enquanto houver perguntas por responder, estaremos aqui para as fazer, por muito incómodas que sejam.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)