CHEGA acusa Governo Regional e Câmara do Funchal de favorecerem interesses imobiliários
Hugo Nunes, do CHEGA, criticou a suspensão parcial do PDM do Funchal e acusou o Governo Regional e a Câmara Municipal de utilizarem a crise habitacional para justificar alterações que poderão permitir a construção de edifícios de grande dimensão.
Durante o debate sobre a petição “Pela Salvaguarda do Modelo Urbano da Madeira”, o deputado questionou a alegada contradição entre a defesa da liberalização do mercado e a exigência de limites administrativos à construção por parte de quem promoveu a iniciativa.
O parlamentar contestou que a construção de torres habitacionais venha, por si só, a garantir casas a preços acessíveis para jovens e trabalhadores madeirenses, alertando para os impactos no ordenamento do território, no trânsito e nas redes de água e saneamento.
"Se for comprovado por A+B, de forma clara, objetiva e transparentes, que a suspensão parcial do PDM no Funchal é realmente para servir a classe média e os jovens, a classe trabalhadora madeirense, através de habitação pública e cooperativas, não temos de ter medo, pois temos a certeza que os engenheiros e arquitetos desta terra não deixarão o Funchal ficar descaracterizado", transmitiu.