CHEGA acusa PSD e CDS de traírem os Bombeiros Voluntários
O deputado Francisco Gomes acusou o PSD e o CDS de «traírem os bombeiros voluntários», depois de ambos os partidos terem votado contra um projecto do CHEGA destinado a valorizar os bombeiros das Associações Humanitárias, melhorar as suas condições de trabalho e reforçar a capacidade operacional dos corpos de bombeiros. A iniciativa foi chumbada na sessão plenária de ontem, contando também com a abstenção do PS.
Para o parlamentar madeirense, a votação demonstra uma profunda contradição entre os discursos de reconhecimento dos bombeiros que sociais-democratas e socialistas fazem na Madeira e as posições contrárias que assumem na Assembleia da República.
«O PSD e o CDS gostam muito de aparecer nas cerimónias dos bombeiros, distribuir medalhas e fazer discursos emocionados. Mas, quando chega a hora de reconhecer os direitos de quem arrisca a vida pelos outros, votam contra! Isto é uma traição e uma hipocrisia política!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O projecto do CHEGA recomendava uma reforma do financiamento dos corpos de bombeiros, defendendo maior estabilidade financeira, melhores condições operacionais e mecanismos de protecção da saúde física e psicológica dos profissionais.
O CHEGA defendia ainda um subsídio de risco e penosidade, a classificação da actividade como profissão de desgaste rápido e o direito à reforma antecipada, medidas que o partido considera essenciais para complementar as recomendações da iniciativa.
«Estes são homens e mulheres que combatem incêndios, enfrentam acidentes e arriscam diariamente a vida. O PSD e o CDS acham que merecem palmadinhas nas costas, mas não merecem direitos? Quem vota contra a valorização dos bombeiros perde toda a autoridade moral para aparecer nas cerimónias a elogiar o seu sacrifício!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
A iniciativa do CHEGA também previa financiamento baseado na disponibilidade operacional, contratos-programa plurianuais, equipas mínimas de socorro em prontidão permanente e compensações pela disponibilidade dos bombeiros. Contemplava ainda vigilância da saúde, acompanhamento psicológico e recuperação após ocorrências críticas, procurando melhorar a segurança dos operacionais e reduzir a dependência financeira das associações humanitárias.
«É vergonhoso que tantos corpos de bombeiros tenham de pedir esmolas para sobreviver. O Estado exige prontidão permanente, mas não garante os recursos necessários. E, quando o CHEGA apresenta soluções, o PSD e o CDS juntam-se para as chumbar. É revoltante!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes criticou igualmente a abstenção do PS, considerando que os socialistas optaram por não apoiar a iniciativa.
«O PSD e o CDS votaram contra, o PS lavou as mãos e os bombeiros ficaram a perder. Esta votação mostra a distância entre aquilo que os partidos do sistema dizem nas cerimónias e aquilo que fazem no Parlamento. O CHEGA continuará a defender os bombeiros, porque quem salva vidas e arrisca tudo merece respeito, direitos e condições dignas!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)