Juventude do CHEGA-Madeira diz que a imigração descontrolada «está a roubar o futuro» dos jovens Madeirenses
A Juventude CHEGA-Madeira considera que aquilo que classifica como uma política de imigração descontrolada está a prejudicar diretamente os jovens madeirenses, contribuindo, na sua opinião, para a criação de um mercado assente em mão de obra barata, para o agravamento da crise da habitação e para a redução das possibilidades de os jovens conseguirem um emprego digno e uma casa que lhes permita viver de forma independente na sua própria terra.
«A imigração descontrolada está a aumentar a oferta de mão de obra barata, a pressionar os salários e a colocar ainda mais pressão sobre um mercado da habitação que já era extremamente difícil para os jovens. Quem acaba prejudicado é o jovem madeirense que trabalha, mas não consegue ganhar o suficiente para sair de casa dos pais, arrendar ou comprar uma casa e constituir família.» (Renata Rocha, coordenadora da Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira acusa ainda o governo regional de Miguel Albuquerque de promover deliberadamente uma política de imigração massiva por pretender assegurar mão de obra barata a determinados setores económicos, nomeadamente à construção e à hotelaria.
«Miguel Albuquerque quer imigração massiva porque precisa de garantir mão de obra barata às construtoras do regime e aos grandes grupos hoteleiros perante os quais o governo regional tem sido subserviente. O problema é que esta política tem consequências e quem está a pagar uma parte muito pesada dessa fatura são os jovens da Madeira.» (Henrique Mota, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)
A estrutura jovem considera que Miguel Albuquerque e o PSD estão a prosseguir esta política sem atender devidamente às consequências que, no seu entendimento, produz sobre os salários, a habitação e as oportunidades disponíveis para a juventude madeirense.
«Miguel Albuquerque e o PSD fazem isto sem a mínima consciência daquilo que estão a fazer aos jovens da Madeira. Não podemos aceitar uma economia construída sobre salários baixos e mão de obra barata enquanto os nossos jovens são empurrados para fora da sua própria terra porque não conseguem encontrar um emprego digno nem uma casa que possam pagar.» (João Sousa, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira defende, por isso, regras mais apertadas de controlo da imigração, sustentando que a entrada de novos residentes deve ter em consideração a capacidade da Região em matéria de emprego, habitação, serviços públicos e integração.
«Se continuarmos neste caminho, cada vez mais jovens madeirenses acabarão obrigados a abandonar a sua terra ou a aceitar empregos medíocres e mal pagos, sem conseguirem ter casa própria nem condições para constituir família. A Madeira precisa de criar futuro para os seus jovens, e não de os substituir por um modelo económico baseado em mão de obra barata.» (Juventude CHEGA-Madeira)