Juventude do CHEGA-Madeira acusa governo de destruir o sector primário para controlar quem dele vive
A Juventude do CHEGA-Madeira acusa o governo regional de ter enfraquecido o setor primário e de manter agricultores e pescadores num modelo de permanente dependência dos apoios públicos, considerando que, em vez de criar condições para que possam crescer, produzir e viver dignamente do próprio trabalho, o executivo prefere mantê-los «de mão estendida» perante o poder político.
Para a estrutura jovem do CHEGA, uma Região insular como a Madeira deveria ter como objetivo estratégico reforçar progressivamente a sua soberania alimentar, aumentando a capacidade de produzir os alimentos necessários à sua população e diminuindo, tanto quanto possível, a dependência do exterior. Embora reconheça que a Madeira está ainda longe de possuir essa capacidade, considera que o caminho seguido pelo executivo regional tem agravado, em vez de corrigido, essa vulnerabilidade.
«Uma ilha que depende profundamente do exterior para se alimentar deveria tratar os seus agricultores e pescadores como um setor estratégico. Precisamos de produzir mais, de criar mais capacidade e de tornar quem trabalha a terra e o mar economicamente mais forte, mas o governo regional tem feito precisamente o contrário e está a afundar o nosso setor primário.» (Renata Rocha, coordenadora da Juventude CHEGA-Madeira)
A Juventude CHEGA-Madeira defende que qualquer governo responsável deveria trabalhar para aumentar a robustez económica dos agricultores e pescadores, garantindo condições para investir, modernizar, crescer e retirar do seu trabalho o rendimento necessário à sua independência. Na opinião da estrutura, os sucessivos governos de Miguel Albuquerque terão seguido uma orientação contrária, privilegiando uma relação de dependência continuada relativamente aos apoios públicos.
«Os apoios públicos devem existir para tornar agricultores e pescadores mais fortes, não para os manter eternamente dependentes do Governo. Aquilo que vemos é um sistema em que demasiadas pessoas precisam de continuar de mão estendida para sobreviver. Na nossa opinião, essa dependência também serve ao poder político, porque é sempre mais fácil controlar e condicionar quem depende de uma decisão governamental para chegar ao fim do mês.» (Henrique Mota, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)
A estrutura jovem sublinha que não coloca em causa a necessidade de apoios públicos num setor particularmente exigente. Contesta, sim, aquilo que considera ser a transformação do apoio numa situação permanente de dependência, defendendo que o verdadeiro objetivo das políticas públicas deveria ser criar produtores progressivamente mais autónomos, competitivos e capazes de viver da riqueza que geram.
«Nós não queremos agricultores e pescadores pobres e à espera que o governo lhes estenda a mão. Queremos agricultores e pescadores fortes, livres e independentes, capazes de viver do seu trabalho sem terem de agradecer favores a ninguém. A dignidade começa precisamente aí, na liberdade de não depender do poder político para sobreviver.» (João Sousa, coordenador da Juventude CHEGA-Madeira)