CHEGA exige controlo da imigração na Madeira
O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, afirmou que a imigração para a Madeira está descontrolada e responsabilizou o governo regional de Miguel Albuquerque por aquilo que considera ser uma política deliberada de portas abertas, orientada para assegurar mão de obra barata a determinados grupos económicos com ligações ao poder dos setores da hotelaria, restauração e construção civil.
As declarações foram feitas durante uma visita ao Caniço, na qual Francisco Gomes esteve acompanhado por membros da Juventude do CHEGA-Madeira e da Concelhia de Santa Cruz, liderada por Agostinho Alves, tendo a comitiva visitado uma situação habitacional que o deputado classificou como «flagrante» e que exige, na sua opinião, uma intervenção imediata das autoridades.
Segundo as informações transmitidas ao parlamentar, um espaço destinado a atividade comercial terá sido transformado, sem a necessária autorização, num dormitório misto onde estarão alojados cerca de uma dúzia cidadãos estrangeiros, alegadamente trazidos para a Madeira para trabalhar no setor da restauração.
Francisco Gomes afirma ainda ter recebido denúncias de que terão sido realizadas obras ilegais no espaço, alegadamente com impacto na estrutura do prédio, bem como de utilização indevida de água do condomínio. Segundo as mesmas informações, uma zona ajardinada comum terá também sido transformada numa pequena horta. O deputado defende que todas estas alegações sejam urgentemente fiscalizadas pelas entidades competentes.
«Aquilo que encontramos no Caniço é uma consequência de uma política de imigração descontrolada. O governo de Miguel Albuquerque está a promover uma política de portas abertas porque determinados setores económicos querem mão de obra barata. Está a marimbar-se para as consequências que isso pode ter para a segurança, a habitação, os serviços públicos e a identidade cultural da Madeira.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O deputado responsabilizou também a Câmara Municipal de Santa Cruz e a Junta de Freguesia do Caniço, ambas lideradas pelo JPP, afirmando que, segundo as informações que recebeu, a situação será conhecida localmente há mais de 18 meses sem que tenha existido uma resposta capaz de a resolver.
«Estas denúncias são conhecidas há mais de um ano e meio e queremos saber porque é que ninguém resolveu o problema. A Câmara e a Junta da JPP não podem conhecer uma situação ilegal e simplesmente olhar para o lado. As regras têm de valer para todos e a JPP tem de abandonar a postura frouxa e defender os cidadãos que cá vivem e pagam impostos!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes considera que uma imigração sem controlo adequado, associada à pressão sobre a habitação e os serviços públicos, poderá agravar tensões sociais entre as comunidades.
«O governo regional e câmaras incompetentes como a de Santa Cruz estão a vender a estabilidade social da Madeira para satisfazer interesses económicos. Se continuar a aumentar a população sem planeamento, integração, habitação digna e capacidade dos serviços públicos, estarão a criar condições para tensões sociais que ninguém deseja. Nós andamos a avisar há muito tempo!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O parlamentar defendeu, por isso, maior fiscalização das condições de alojamento de trabalhadores estrangeiros, combate à imigração ilegal e responsabilização dos empregadores que eventualmente violem as regras laborais, habitacionais ou migratórias, garantindo que o CHEGA continuará a denunciar situações que considere lesivas dos interesses da população.