CHEGA critica governo por gastar 84 milhões na descarbonização dos portos quando pescadores precisam de nova frota

CHEGA critica governo por gastar 84 milhões na descarbonização dos portos quando pescadores precisam de nova frota

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, criticou duramente o governo regional da Madeira na sequência da apresentação de um plano que prevê mais de 84 milhões de euros para o denominado ‘Hub Tecnológico Marítimo-Portuário da Madeira’, acusando o executivo de Miguel Albuquerque de continuar a gastar dinheiro em projetos megalómanos enquanto ignora os problemas reais dos setores produtivos.


Segundo o parlamentar, é incompreensível que o governo da Madeira consiga mobilizar 84 milhões de euros para este projeto, mas continue a afirmar que não existem cerca de 6 milhões de euros para renovar a envelhecida frota do peixe-espada-preto.


«Há 84 milhões de euros para programas da treta e para continuar a arranjar financiamento encoberto à ARDITI, mas não há seis milhões para renovar a frota do peixe-espada. Isto demonstra que este governo perdeu o sentido das prioridades.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes classificou ainda o projeto como "totalmente ridículo", questionando a sua utilidade para a economia regional.


«Os 84 milhões são para quê? Para colocar motores elétricos nos reboques? Enquanto os pescadores lutam para sobreviver, o governo prefere gastar dinheiro em mais um projeto de fachada que nada acrescenta à vida dos madeirenses.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado considera que este investimento constitui mais um exemplo das prioridades erradas do executivo regional, privilegiando, na sua perspetiva, "futilidades e megalomanias" em detrimento de quem trabalha e produz riqueza.


«O governo devia estar preocupado em melhorar a vida dos madeirenses que trabalham, e não em alimentar programas inúteis e financiar organizações dos amigos do presidente do governo. A Madeira precisa de investimento na economia real, não de propaganda paga pelos contribuintes.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)