O Reino Unido tem salvação?
Na primeira semana deste mês de maio realizaram-se no Reino Unido três atos eleitorais distintos, sendo as autárquicas na Inglaterra, na qual a mais comentada tanto na comunicação social, quanto nas redes sociais, e as regionais para os parlamentos da Escócia e do País de Gales. A seguir irei descrever cada ato eleitoral e quem foram os vencedores e os derrotados.
Na Inglaterra tivemos bastantes surpresas: Começando pelo Labour Party, de Kier Starmer, o qual perdeu mais de 1400 vereadores; o partido Reform UK, liderado por Nigel Farage — que ganhou mais de 1450 vereadores —, conseguiu maiorias absolutas em diversos concelhos; Os Liberais Democratas, que ultrapassaram os Conservadores; e ainda o Green Party, que ganhou principalmente em algumas partes da zona metropolitana de Londres. Vale também mencionar que, em Great Yarmouth, o movimento do ex-deputado do Reform, Rupert Lowe — conseguiu vencer em todas as dez secções desse município, o que é interessante de se analisar, visto tratar-se de uma força de direita ainda mais radical e complexa do que o próprio partido de Farage.
No País de Gales quem festejou o resultado foi o Plaid Cymru (Partido de Gales), partido pró-independência, que obteve 43 deputados regionais, que pôs fim ao domínio trabalhista depois de décadas, mas que ficou sem maioria absoluta. Em segundo lugar ficou o Reform UK, que alcançou o número de 34 deputados. Os outros partidos tradicionais na política britânica não conseguiram mais de 10 deputados cada um, o que demonstra que o bipartidarismo em Gales acabou, ou até mesmo, sendo substituído em princípio pelo Plaid e pelo Reform. Sobre a formação de governo, o mais provável de acontecer seria um suporte feito pelos Trabalhistas e pelos Verdes para tentar evitar eleições antecipadas.
Na Escócia quem comemorou a vitória foi o tradicional SNP (Partido Nacional Escocês), com o número de 58 deputados, com ampla vantagem de todos os partidos, porém, assim como ocorreu no País de Gales, não atingiu a maioria absoluta. Sobre a aprovação do governo regional, há duas opções: Ou o SNP pode formar um governo minoritário, ou tentar conseguir um acordo com os Verdes Escoceses, que têm 15 deputados, o suficiente para uma maioria “estável”.
Depois de abordarmos um pouco sobre cada ato realizado, há uma pergunta que todos precisamos fazer, e que está no título do artigo: O Reino Unido tem salvação?
Bem, mesmo no meu ponto de vista, e sendo eu próprio rotulado de direita radical, acho muito pouco provável que o Reino Unido tenha alguma solução, e já explico o porquê deste meu pessimismo:
Atualmente, mesmo com o surgimento gradual de Nigel Farage — líder do Reform (ex-Brexit Party), e ex-líder do UKIP (UK Independence Party) no parlamento europeu entre 2009 e 2020 — o UK enfrenta enormes problemas que até podem ser quase impossíveis de se reverter, principalmente no debate imigratório e demográfico.
Em algumas localidades, a população nativa britânica já nem chega na escala de 10% da população, o que demonstra, e digo isto com total noção, de uma substituição demográfica massiva na ilha da Grã-Bretanha. O próprio Reform apresentou nestas autárquicas muitos candidatos que, não sabem propriamente inglês básico, ou que são considerados como os substitutos pelo resto da europa, e influenciando já a moderação do próprio nesse tema.
No outro lado político temos o Green Party, ou o Partido Verde/Os Verdes, que têm crescido gradualmente no campo político britânico, considerado como a grande alternativa aos Trabalhistas. Porém sendo ainda pior, tanto pela questão imigratória e eleitoral, uma vez que é bastante comum tentarem juntar imigrantes de origem asiática e minorias LGBT numa só candidatura, ou sendo também no teor socioeconómico, pois nos programas políticos apresentam soluções totalmente insanas e completamente fora da realidade, principalmente na habitação e distribuição dos gastos. Convido-vos em assistir o vídeo intitulado “How the Green Party Could Destroy Britain's Economy in One Term”, do canal Green & Pleasant, no YouTube.
Em último lugar, teremos agora ainda mais pressão que os parlamentos regionais farão ao governo central em Londres, já que a Irlanda do Norte tem um forte desejo de reunificação com o República da Irlanda; o País de Gales deseja a sua independência, usando como justificação a perda de identidade regional e política do mesmo; E a Escócia deseja a sua independência do Reino Unido, além de buscar novamente a sua adesão à União Europeia, uma vez que foi uma das regiões que mais votou contra o Brexit, a saída do Reino Unido da UE.
Talvez a última esperança do Reino Unido seja o mais recentemente criado partido Restore Britain, de Rupert Lowe, que defende a deportação massiva de imigrantes. Contudo, o partido ainda não possui uma grande estrutura a nível nacional, mas está a aumentar gradualmente nas sondagens e pode desafiar o Reform pela busca do eleitorado.