O 'wokismo' matou o ensino português

Ao longo dos últimos anos a educação portuguesa, principalmente nas escolas de ensino secundário e universidades, sofreu uma grande transformação. Transformação essa que já causou enormes estragos no que toca à maneira de moldar a cabeça das gerações mais novas, de manipular informação e o seu pensamento crítico e lógico. Estou a falar precisamente da implementação do 'wokismo' como base para o sistema de ensino.


O 'wokismo' é um dos termos mais abordados na política atual, e não é ao acaso. Através de um discurso que se apresenta como 'inclusivo' e contra as injustiças sociais, está, na verdade, a destruir nações e sociedades inteiras.


Garante apenas uma sociedade que não questiona o poder das elites progressistas, que passa a ser uma sociedade baseada no pânico moral, onde a verdade deixa de ter necessidade de ser efetiva para passar a ser relativa. Ao mesmo tempo, destrói os valores e a história das nações. Além disso, cria um mundo onde as pessoas passam a ser robots orgânicos, ou seja: seres que não pensam, não criticam, apenas obedecem cegamente, como se lhes fosse embutido um código de programação no cérebro.


Alguns exemplos claros são bastante conhecidos: a substituição da família como principal responsável pela educação dos mais novos; a inclusão de conteúdos que promovem a ideologia de género e a autodeterminação sexual sem lógica, principalmente em disciplinas de cidadania e de construção de visão de mundo; o ódio completamente sem nexo à nossa história e seus heróis; a extinção das nossas tradições e da nossa herança enquanto nação cristã de quase 900 anos. Por fim, temos os mecanismos de “moderação” digital e censura de discursos, que ameaçam todos os que criticam governos que se dizem democráticos, mas que optam por estruturas de invasão do pensamento e do espaço pessoal, na ideia de 'proteger' a democracia dos 'radicais'.