CHEGA quer fiscalização apertada à obra do novo hospital

CHEGA quer fiscalização apertada à obra do novo hospital

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, apelou ao Tribunal de Contas e à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) para que acompanhem com o máximo rigor a construção do novo Hospital Central e Universitário da Madeira, defendendo que a dimensão financeira da obra e as questões já suscitadas em torno do processo justificam um escrutínio permanente sobre a utilização dos dinheiros públicos.


Francisco Gomes considera particularmente preocupante a evolução dos custos do empreendimento, recordando que as estimativas inicialmente apresentadas rondavam os 350 milhões de euros, enquanto o investimento global associado ao projeto ultrapassa atualmente, segundo os valores referidos pelo deputado, os 700 milhões.


«A construção do novo hospital está cravejada de situações que levantam suspeitas de fraude e de desvios de dinheiro público. Tenho a convicção política de que este processo está montado para beneficiar quatro empresas e um punhado de políticos. É precisamente por serem suspeitas gravíssimas que quero o Tribunal de Contas e a IGF a fiscalizarem cada euro gasto nesta obra.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar invoca ainda as conclusões de anteriores fiscalizações do Tribunal de Contas, afirmando que estas já suscitaram questões relevantes quanto à legalidade, gestão financeira e execução do empreendimento. Para Francisco Gomes, esses antecedentes tornam indispensável uma fiscalização reforçada durante as próximas fases da construção.


«É muito estranho que uma obra que começou por ser apresentada aos madeirenses e ao país por cerca de 350 milhões de euros já tenha passado para valores superiores a 700 milhões. As dinâmicas normais do mercado não explicam, por si só, uma derrapagem desta dimensão! Há má gestão e, a meu ver, decisões danosas para o interesse público que têm de ser investigadas até ao fim, doa a quem doer!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado sustenta que o novo hospital é uma infraestrutura indispensável para a Madeira, mas considera que essa importância não pode servir para diminuir as exigências de transparência na contratação, execução e fiscalização da obra.


«Estão a transformar uma obra fundamental para os madeirenses num poço de compadrio e corrupção. São os cidadãos que trabalham e pagam impostos que acabam chamados a suportar uma fatura gigantesca enquanto determinadas entidades e governantes beneficiam. Isto não pode ficar sem escrutínio!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Francisco Gomes defende, por isso, que todas as alterações de custos, contratos, adjudicações, trabalhos complementares e pagamentos relacionados com a construção sejam acompanhados com particular atenção pelas entidades nacionais de fiscalização.


«O novo hospital não pode se transformar num cheque em branco, e, se existirem irregularidades, favorecimentos ou crimes, queremos que sejam descobertos, que o dinheiro seja recuperado e que todos os responsáveis respondam perante a justiça!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)