CHEGA solicita "intervenção urgente da CMF na desmatação de eucaliptal em São Roque"
O grupo municipal do CHEGA na Assembleia Municipal do Funchal denúncia "a inércia e a insensibilidade da Câmara Municipal do Funchal (CMF) relativamente a uma situação de elevado risco de incêndio no Caminho Velho da Igreja, em São Roque (zona da Alegria)".
"Apesar de notificado no final de 2025 para limpar o terreno, o proprietário, um munícipe de idade avançada e com problemas de saúde comprovados, comunicou atempadamente a sua incapacidade física e pediu o auxílio da autarquia. Num enorme esforço pessoal, o cidadão conseguiu limpar a sua parcela, mas continua impune e intocada uma densa mata de eucaliptos de grande porte em frente às moradias, que prolifera sem controlo. Decorridos oito meses e após sucessivos pedidos de ajuda formalmente registados na CMF, a ajuda pública tarda em chegar, deixando as habitações e os moradores desprotegidos em pleno verão".
Para Carmo Gomes, líder do grupo municipal do CHEGA, "trata-se de uma falha grave de sensibilidade e de proteção civil por parte do executivo municipal. Não se pode responder a um cidadão sénior e doente apenas com burocracia e notificações. O munícipe fez a sua parte na sua parcela, mas a CMF não pode assobiar para o lado perante uma floresta de eucaliptos que ameaça toda a encosta. A prevenção de incêndios faz-se no terreno, apoiando quem precisa, e não com papelada enquanto o perigo espreita".
Por sua vez, Nelson Costa Ferreira, deputado municipal do CHEGA, reforça que "é inaceitável que um alerta com este grau de perigosidade, exposto à autarquia desde 2025, continue arrastado em agosto. A segurança e a vida das pessoas de São Roque não podem ficar pendentes da lentidão municipal. Exigimos que a CMF atue de imediato com os seus meios para cortar e desmatar a vegetação perigosa antes que aconteça uma tragédia".
O CHEGA exige "o envio imediato de meios municipais para o corte e desmatação da mancha florestal de eucaliptos no Caminho Velho da Igreja, a prestação de apoio operacional efetivo a munícipes seniores ou incapacitados na limpeza de terrenos periféricos às suas casas e uma articulação direta entre a Fiscalização Municipal, Ação Social e Proteção Civil para apoiar casos de vulnerabilidade social e de saúde".