CHEGA diz que Santa Cruz está “parada” e acusa câmara de governação esgotada
O CHEGA considera que a polémica em torno de alegadas irregularidades em procedimentos de recrutamento na Câmara Municipal de Santa Cruz é mais um sinal de uma “governação esgotada”, defendendo que o concelho precisa de uma mudança de rumo.
Em comunicado, Agostinho Alves, presidente da concelhia do CHEGA de Santa Cruz, afirma que, independentemente do apuramento de responsabilidades pelas autoridades competentes, os acontecimentos conhecidos contribuem para agravar a falta de confiança dos cidadãos nas instituições e na forma como o concelho tem sido governado.
Para o responsável, os problemas de Santa Cruz ultrapassam a atual polémica, apontando dificuldades no acesso à habitação, problemas de mobilidade, aumento do custo de vida e falta de oportunidades de emprego e investimento face ao potencial do concelho.
“Há demasiado tempo que o concelho vive sem uma visão estratégica para o futuro”, sustenta Agostinho Alves, acusando o executivo municipal de acumular “anúncios, promessas e ações de propaganda”, sem que, afirma, surjam resultados para as famílias.
Relativamente às supostas irregularidades nos procedimentos de recrutamento, o CHEGA considera que a polémica surge num momento em que o executivo municipal deveria estar concentrado na resolução dos problemas que afetam diariamente a população. Na perspetiva do partido, a sucessão de controvérsias contribui para aumentar a descrença dos munícipes na política.
Agostinho Alves defende que Santa Cruz reúne condições para ser uma referência em matéria de desenvolvimento económico, qualidade de vida e gestão, mas considera necessária uma liderança que coloque “os interesses da população acima de qualquer outro objetivo” e governe com transparência, rigor e sentido de responsabilidade.
O CHEGA reafirma, por fim, o compromisso com uma “alternativa política” assente na seriedade, transparência e defesa do interesse público, defendendo que Santa Cruz deve “inverter o rumo” e recuperar a confiança dos cidadãos.