CHEGA diz que Eduardo Jesus deve perder a tutela das ligações aéreas
O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, defendeu que a tutela das ligações aéreas da Região Autónoma da Madeira deve deixar de estar sob a responsabilidade do Secretário Regional do Turismo, Eduardo Jesus, sustentando que o governante "não tem capacidade, nem qualquer credibilidade política" para defender os interesses dos madeirenses nesta matéria.
Segundo o parlamentar, a política regional para o transporte aéreo tem privilegiado apenas os interesses dos grupos hoteleiros e das companhias aéreas em detrimento das necessidades da população residente, razão pela qual considera necessária uma reorganização das competências governativas.
«Eduardo Jesus já demonstrou, vezes sem conta, que não tem credibilidade para defender os madeirenses na área das ligações aéreas. Sempre que tem de escolher entre os interesses da população e os interesses instalados, escolhe ser o delegado comercial dos grupos hoteleiros e das empresas de aviação.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes afirmou ainda que entende que esta matéria deve passar para a área da Economia, por considerar que exige uma abordagem centrada na competitividade, na mobilidade e no interesse público.
«As ligações aéreas são uma questão estratégica para a economia, para a mobilidade e para a qualidade de vida dos madeirenses, pelo que não podem continuar nas mãos de um secretário que só tem falhado. Esta competência deve sair imediatamente da tutela de Eduardo Jesus.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O deputado criticou igualmente aquilo que considera ser a atuação política do Secretário Regional do Turismo na relação com os operadores do setor, a qual, a seu ver, não serve os interesses da população.
«Eduardo Jesus é um boneco nas mãos dos hoteleiros e dos operadores! Há muito que se está a marimbar para os madeirenses e essa pouca-vergonha tem de acabar! Os madeirenses precisam de alguém que enfrente os interesses instalados e Eduardo Jesus falhou redondamente em mais essa missão.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)