CHEGA exige garantias para trabalhadores da EEM perante eventual privatização

CHEGA exige garantias para trabalhadores da EEM perante eventual privatização

O CHEGA manifestou a sua preocupação com o futuro da Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM), defendendo a proteção dos direitos dos trabalhadores numa fase em que a empresa pública se prepara para um eventual processo de privatização.


As posições foram transmitidas após uma reunião de trabalho entre o partido e o vice-presidente e coordenador regional do SINERGIA – Sindicato da Energia, encontro que serviu para abordar vários temas relacionados com a situação da empresa e dos seus funcionários.


Segundo o CHEGA, os trabalhadores não podem ser afastados das decisões que venham a ser tomadas relativamente ao futuro da EEM. O partido critica ainda o facto de, alegadamente, o Conselho de Administração da empresa não ter apresentado qualquer contraproposta nem se ter pronunciado sobre o caderno reivindicativo dos trabalhadores, apesar das reuniões realizadas no âmbito da concertação social.


Outro dos assuntos abordados foi a intenção de transferir para a EEM o direito exclusivo de exploração das chamadas “Águas da Calheta”, utilizadas para consumo doméstico, rega agrícola e alimentação da central hídrica. O CHEGA considera que esta medida representa um passo que poderá abrir caminho à especulação futura em torno deste recurso.


Citado em comunicado, o deputado Hugo Nunes responsabilizou diretamente o Governo Regional pelo rumo seguido pela empresa. O parlamentar recorda que a EEM é uma sociedade anónima de capitais públicos tutelada pela Região, pelo que entende que o Executivo não pode demarcar-se das decisões tomadas pela administração.


Hugo Nunes criticou também a ausência de uma redução das tarifas de eletricidade, apesar de a empresa gerar receitas significativas e beneficiar de financiamento proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Na sua perspetiva, as famílias e empresas madeirenses deveriam sentir um alívio direto nos custos da energia.


O deputado defendeu ainda que a privatização de setores considerados essenciais não deve avançar, argumentando que a rede elétrica regional resultou de décadas de investimento público em infraestruturas e mão-de-obra especializada. O CHEGA garante, por isso, que continuará a acompanhar o processo e a defender os direitos dos trabalhadores do Grupo EEM, bem como a manutenção do controlo público sobre áreas estratégicas para a Região.