CHEGA defende criação "responsável" de Polícia Municipal no Funchal

CHEGA defende criação "responsável" de Polícia Municipal no Funchal

Em conferência de imprensa, no Parque de Santa Catarina, Maria do Carmo Gomes, líder da bancada municipal do CHEGA no Funchal saudou o facto de a Câmara Municipal do Funchal ter finalmente reconhecido a necessidade de existir uma Polícia Municipal, alertando que "a cidade não é tão segura quanto se procura transmitir".


A dirigente do CHEGA defendeu, no entanto, que "a criação desta força não pode ser apressada, devendo antes agregar o máximo possível das valências de fiscalização já existentes no município".


Entre as propostas apresentadas, destacou "a necessidade de reforçar o controlo do sistema de videovigilância municipal atualmente com 81 câmaras geridas por um único agente da PSP e de garantir patrulhamento a pé em zonas comerciais, hoteleiras e junto a grandes superfícies, sobretudo no período noturno, quando o Funchal se torna, nas suas palavras, uma cidade quase fantasma", disse.


A responsável do CHEGA criticou ainda "a intenção do presidente da Câmara, Jorge Carvalho, de destacar agentes da PSP para a nova força", considerando a ideia "desajustada por retirar meios a uma polícia vocacionada para o combate à criminalidade".


Como alternativa, Maria do Carmo Gomes sugeriu "a integração dos guardas noturnos e a fusão dos fiscais municipais, atualmente dispersos por cinco departamentos, numa única estrutura sob a alçada da Polícia Municipal possibilidade que, está prevista no Decreto-Lei n.º 39/2009".


Para Maria do Carmo Gomes, "esta reorganização implicaria custos iniciais, mas traduzir-se-ia em poupança significativa para os cofres municipais a médio prazo".