CHEGA acusa Montenegro de abandonar as Pescas da Madeira
O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, acusou o governo de Luís Montenegro de estar a gerir as pescas portuguesas com incompetência e de abandonar os pescadores da Madeira, afirmando que o setor atravessa uma crise profunda devido à falta de capacidade do executivo para defender os interesses nacionais junto das instâncias europeias e internacionais.
As declarações foram proferidas durante uma visita à Lota do Caniçal, na qual participaram também Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA na Assembleia da República, Eduardo Teixeira, deputado eleito por Viana do Castelo, Hugo Nunes, presidente do CHEGA-Madeira, e Liliana Teixeira, líder da concelhia de Machico.
Durante a visita, Francisco Gomes identificou cinco problemas que considera estarem a conduzir o setor para uma situação insustentável, entre os quais a reduzida quota de captura de atum atribuída à Madeira, a promessa incumprida de renovação da frota, os limites impostos às descargas diárias nas lotas, alegadas perseguições a pescadores que criticam o governo regional e as frequentes avarias dos equipamentos das lotas.
«Os pescadores não vivem das promessas do governo! Vivem do mar e o mar está a ser-lhes retirado por governos fracos, incompetentes e incapazes de defender quem só quer trabalhar e ter uma vida digna!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O parlamentar acusou ainda o governo da República de não defender adequadamente os interesses dos pescadores madeirenses junto da ICCAT – Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico), organismo internacional responsável pela gestão e definição das quotas de espécies como o atum — e das instituições europeias onde são tomadas decisões determinantes para o futuro do setor.
«Enquanto outros países lutam pelos seus pescadores, Portugal aceita decisões tomadas em Bruxelas e na ICCAT. O resultado é um setor cada vez mais estrangulado e pescadores a caminho da miséria. Isto é uma vergonha e não vamos parar de denunciar!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
A concluir, Francisco Gomes, exigiu a criação de quotas específicas de captura para as regiões autónomas, tendo em conta o carácter artesanal das pescas praticadas na Madeira, bem como a abertura das Selvagens à pesca do atum.
«Já chega de sacrificar os pescadores da Madeira. Queremos quotas próprias para a Região, a abertura das Selvagens à pesca do atum e um governo que tenha coragem para defender os madeirenses, em vez de baixar sempre a cabeça!» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)