Francisco Gomes defende que a Autonomia tem de servir o Povo e não as elites
O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, defende que a autonomia regional tem de regressar ao propósito para o qual foi criada, que é, a seu ver, servir o povo madeirense e não os interesses das elites políticas e económicas. Será precisamente essa uma das ideias centrais da intervenção que fará hoje nas primeiras Jornadas Autárquicas do CHEGA-Madeira, que decorrem hoje e nas quais participará como orador convidado.
A sua conferência será subordinada ao tema "A representação da Madeira na Assembleia da República: prioridades políticas, ação parlamentar e defesa dos interesses dos madeirenses", centrando-se no futuro da autonomia, na necessidade de uma mudança política na Região e no papel que o parlamento nacional deve desempenhar na defesa dos interesses dos madeirenses.
Segundo Francisco Gomes, a autonomia foi progressivamente desvirtuada ao longo da última década, deixando de ser um instrumento ao serviço da população para se transformar, na sua perspetiva, num mecanismo de preservação do poder político e dos interesses instalados.
«A autonomia não foi criada para proteger elites políticas nem para alimentar grupos privilegiados. Foi criada para servir o povo madeirense. Quando deixa de cumprir essa missão, é o espírito autonómico que está a ser traído e quem faz isso tem de ir embora.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Durante a intervenção, o deputado defenderá igualmente que é possível conciliar uma forte identidade regional com uma visão nacional de Portugal, rejeitando a ideia de que autonomia e patriotismo sejam conceitos incompatíveis.
«Não existe qualquer incompatibilidade entre ser profundamente autonomista e profundamente nacionalista. A autonomia fortalece Portugal quando é exercida com exigência, transparência e sentido de missão, e não quando serve para justificar abusos de poder ou esconder os problemas da governação.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
Francisco Gomes considera ainda que a Madeira necessita de uma profunda renovação política para ultrapassar aquilo que classifica como um sistema assente no compadrio, no favorecimento e na falta de transparência.
«O CHEGA nasceu para romper com um modelo político esgotado. Não estamos na política para administrar o sistema de sempre, mas para devolver as instituições aos cidadãos e colocar novamente a Madeira ao serviço dos madeirenses.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)
O deputado entende que as Jornadas Autárquicas constituem um momento importante de reflexão e preparação política, reforçando a estratégia do CHEGA para construir uma alternativa de governação baseada na competência, na transparência e na defesa intransigente dos interesses da região autónoma.