CHEGA diz que o Dia da Madeira deve ser dia de reflexão e mudança

CHEGA diz que o Dia da Madeira deve ser dia de reflexão e mudança

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, afirmou que o 1 de julho, Dia da Madeira e das Comunidades Madeirenses, representa uma das datas mais importantes para a Região, por celebrar aquilo que considera ser a identidade singular do povo madeirense, a sua herança humana espalhada pelos vários continentes através da diáspora e um legado histórico, cultural e social que distingue a Madeira no contexto nacional e global.


Segundo o parlamentar, trata-se igualmente de uma ocasião para refletir sobre o estado da autonomia e sobre os problemas que, na sua perspetiva, continuam por resolver, entre os quais a crise da habitação, as listas de espera na saúde, o aumento da despesa pública, o aumento da imigração e o funcionamento das instituições regionais.


«Ser madeirense é pertencer a um povo trabalhador, resiliente e orgulhoso da sua História. O Dia da Madeira deve servir para celebrar esse legado, mas também para exigir uma Região à altura da dignidade do seu povo.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O deputado sustenta que, após vários anos de governação, persistem dificuldades estruturais que afetam a qualidade de vida da população e critica o executivo regional por alegadamente privilegiar determinados interesses económicos em detrimento do interesse público.


Francisco Gomes afirma que a autonomia deve servir para defender os madeirenses e não, segundo diz, para alimentar relações de proximidade entre o poder político e grupos económicos, nem para favorecer práticas de amiguismo, compadrio ou decisões condicionadas por interesses particulares.


«A autonomia foi conquistada para servir o povo da Madeira, não para proteger uma elite política nem para perpetuar redes de influência. Quando o poder deixa de servir os cidadãos e passa a servir interesses instalados, está a trair o espírito autonómico.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


O parlamentar acusa ainda o governo regional de, alegadamente, procurar silenciar ou condicionar vozes críticas e de criar um ambiente político que considera incompatível com uma democracia saudável.


«Nenhum madeirense deve sentir receio por pensar diferente ou denunciar aquilo que considera estar errado. Uma democracia forte vive do debate livre, da transparência e da responsabilização, nunca da intimidação ou da perseguição política.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)


Na parte final das declarações, Francisco Gomes defendeu que a Madeira necessita de uma profunda mudança política para responder aos desafios que enfrenta e recuperar a confiança dos cidadãos nas instituições.


«A melhor forma de honrar a Madeira é construir uma Região onde a política volte a estar ao serviço das pessoas. Os madeirenses merecem um governo que governe para todos, com transparência, competência e sentido de missão. Está na hora da mudança.» (Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República)